sábado, 29 de setembro de 2007

Alma - O desafio

Era incrível, parece que tudo o que sempre quis se resumiu em simplismente um olhar. Ela falava e sem perceber ia me seduzindo, prendendo minha atenção. Nunca pensei que fosse encontrar tudo o que esperava nela.
Yuka tinha um jeito espontâneo, uma voz doce e um olhar misterioso. Contudo por mais extrovertida que fosse, guardava em sua alma a sete chaves um segredo que não revelaria nem para mim.
Tentava não prestar atenção a sua beleza peculiar, ainda que em vão. Ela era nova na cidade de Havens way, e também pelo fato de estar sozinha, ofereci a ela meus serviços de guia e protetor. Dentro de pouco tempo tornei-me seu guardião, amigo e mais íntimo confidente.
Certa noite, quando estávamos a beira do lago olhando as estrelas, eu perguntei:
O que é que tens, joven Senhorita? Que sombra te espreita, a ponto de angustiar-te e roubar o seu sorriso?
Compartilhe comigo o teu fardo. Tenho por certo que se tornará mais leve...
Ela olhou para mim com um olhar tão profundo e triste. E ofegando afirmou:
Por mais que eu queira, não sei se entenderia...
Eu, possuo uma maldição.
Certamente que não deve ser tão grave, refutei.
É verdade! Eu sou amaldiçoada! Ainda que não creias essa é a verdade.
Deia minha alma à...
A mim!
Olhamos para trás e vimos a figura de um guerreiro. Mas não era um guerreiro comum, pois possuia um rosto tão ediondo quanto o seu cheiro de enxofre.
Então, linda Yuka. Essa é a hora de dizer adeus! Háhaáhá!
Quem é ele?,perguntei.
Seu nome é Tormenta! Esse é o meu segredo!
Em troca da felicidade, vendi minh'alma a ele. Contudo ele só me trouxe dor e desilusão...
O monsntro caminhou em nossa direção. Deu três passos e parou. Olhou para mi e com os ohos fez um desafio.
Logo, empunhei minha espada. E corri em sua direção.
Sim, eu me lembro. Desferi CINCO golpes perfeitos. Entretanto, não o suficiente.
Tormeta ainda de pé deu um sorriso para mim, e com um único movimento perfurou-me o abdômen.
Eu sangrava, e sentia uma dor tão aguda, dor como nunca havia sentido antes. Já havia combatido e me ferido dezenas de vezes, porém esse ferimento embora na barriga, parecia que atingia meu coração.
Cai emudecido, mas conciênte.
Ele caminhou até ela. E antes que eu pudesse fazer alguma coisa ele a transpassou com a sua espada e lançou-a sobre os seus ombros. Ela olhava para mim, como quem dizia você tentou, mas eu sabia que não tinha jeito.
Antes de ir, Tormenta olhou para mim e disse:
Se realmente quiser ela de volta, terá que me vencer. Afinal ela ainda me é útil...
Se em três mêses vocÊ conceguir me derrotar, libertará a alma delá e enfim a terá de volta. Contudo se eu te vencer... Bem, você saberá! Háháhá...
Sete horas depois, uma caravana de mercadores passou por ali. Alguém me levou para uma tenda e assim me salvou da morte.
Durante toda a noite sonhei com ela. E pela manhã quando acordei, cingime e fui rumo ao norte, começar uma jornada.
Dentro de três meses ela estará livre e Tormenta vai desejar nunca te cruzado o meu caminho.
Continua...

sábado, 25 de agosto de 2007

Época de provas

Em função da época de provas, testes, trabalhos e ENEM( perae eu não vou fazer...), o blog vai fikr meio parado. Fiquem com Deus!

sábado, 18 de agosto de 2007

Pagode, hamburguer e pão françês-parte1

Era sexta feira. Na verdade era "The sexta-feira", o dia 'S'!!! Enfim, o relógio já marcava 20:30 e minha mãe me chamou, dizendo que como era sexta não haveria jantar, o que é comum na minha casa pois não costumamos jantar aos fins de semana. Ela me mandou ir ao mercado e comprar pão e hamburguer, e aconselhou-me a ir rápido, pois o mercado fecha ás 21:00.
Fui até o meu quarto e desliguei o computador, vesti uma camisa e sai em direção a minha busca(sem pedir a benção da minha mãe).
Cheguei ao mercado ás 20:40, e fui até a seção de congelados, lá peguei uns seis hamburguers coloquei em uma sacola e levei até o setor do açougue para pesar, até aí tudo bem! Quer dizer eu pensava que estava tudo bem, até chegar no açougue, pois quando eu cheguei lá me deparei com uma fila miserável! Pensei comigo mesmo: "Ai,ai.. isso vai ser mais difícil do que eu pensava."
Fiquei lá, parado enfrente a fila sem saber o que fazer. Logo as pessoas da fila começaram a olhar para mim, o que me trouxe de volta a realidade. Resolvi ir buscar o pãozinho, crendo na minha inocência e pequenez que a fila misteriosamente poderia desaparecer quando eu voltasse.
E lá fui eu pra a seção da padaria, isso já era 20:45. Quando eu cheguei lá me deparei com outra fila, porém essa era menor, tinha uma meia dúzia de pessoas. Entrei na fila pedindo a Deus para não demorar, mas o que me preocupava mesmo era a fila do açougue. E se eu saísse dali e a fila não tivesse diminuído?! Ou pior e se desse nove horas e o pessoal do mercado me convidasse a sair?!
Senhor, me desculpe mas o senhor vai ter que se retirar pois estamos fechando o mercado! Eu respondi: "Peraí, eu ainda tenho que pesar o hamburguer!", "Lamento.." o segurança disse. Eu não vou sair não!, repliquei. Se o senhor não abaixar o tom de voz, serei obrigado a chamar a polícia! Então chama!, gritei.
Aí eu voltei a realidade com a mulher do pão perguntando: " Quantos pães meu lindo?'. Hã? respondi. Quantos pães ela disse. Seis, por favor!
Sai da fila ainda meio aéreo e vi uma menininha com lágrimas nos olhos que estava empurrando um carrinho de mercado. Devia ter uns 7 ou 8 anos. Meninas não deviam chorar pensei. Afinal, é tão triste ver alguém chorar, quanto mais uma mulher.
Voltei a fila da carne mas quando lá cheguei qual foi a minha surpresa? A fila parecia ter aumentado! E nisso já eram 20:53.
Entrei na fila e fiquei conversando com o Ruy (meu alter ego), já que o jeito era esperar.
Isso só acontece com vc hein! , disse Ruy. Pois é eu acho que foi pq eu não pedi a benção para a minha mãe, como costumo fazer. Ih! Olha aquela mina ali, que gracinha... q que vc acha? Normal, eu respondi. Prefiro aquela morena! Xiiiiiii...... olha de novo, ela tem namorado. Aff..
E por falar em aff... que barulho é esse?! " Ai meu Deus!' exclamou Ruy, é pagode!
Eh! Agora o bagulho ficou doido!, disse ele em tom de escárnio.

Continua...

domingo, 12 de agosto de 2007

Resurreição

Esse texto estava no meu antigo blog, então eu resolvi resgata-lo. Logo os direitos autorais são meus e eu não preciso pagar pra mim mesmo.
Boa leitura!

Eu estava sentado de frente para o balcão, fitando com certa perplexidade aquela caneca de chopp. E pensando comigo mesmo como um líquido tão singelo, de um dourado singular e hipnotizante, pode destruir completamente uma vida de tanto esforço, muitos anos de trabalho, e de um matrimônio que até então parecia sólido e estável.Lembrei-me dos momentos felizes que passei ao lado de Sandra e lentamente levei o cigarro aceso até meus lábios. Parei, olhei para aquele pedaço de papel barato que levava consigo alcatrão, acetona, veneno para matar barata , um pouco de erva e Deus sabe-lá o quê. E tentei refletir o quê me levava a fumar aquilo.Meu Deus, eu que sempre detestei isso... Deus... Deus... É quanto tempo!Olhei para cima, e tomado por uma certa nostalgia, senti uma lágrima rolar rosto abaixo. Naquele momento senti algo que não sentia há muito tempo, algo diferente da tristeza e do pesar que normalmente me acompanhavam, diferente do medo e da presença da morte que me visitava de madrugada. Era algo que eu só posso descrever como sublime, celeste.Porém rapidamente essa presença se transformou em um fardo pesado e bastante conhecido meu. Senti gosto de sangue na minha boca. E antes que pudesse pensar alguma coisa ouvi um grito infernal que vinha de algum lugar naquela praça de alimentação lotada. Olhei ao meu redor meio perdido, e comecei a ficar tonto; aquela voz gritava dentro da minha mente, me consumia. De repente senti uma pressão em meu peito que só fazia aumentar. Pensei que fosse morrer, mas vi no meio de um aglomerado de pessoas uma figura que despertou em mim um misto de fúria e loucura. Era um ser desfigurado, com poucos fios de cabelos e com o corpo carbonizado que estava agarrado a uma mulher, urrando como se fosse um leão que tenta se auto confirmar em seus domínios.Quase que por instinto sai correndo em direção dele, abrindo caminho em meio a uma multidão assustada. Quando cheguei defronte aquela mulher, pus minhas mãos sobre sua cabeça e tentei domina-la, mesmo que parecesse impossível. Ela com uma única mão me empurrou para longe, lançando-me no meio da multidão. Então me levantei, e ela disse:"O que você pensa que está fazendo? Acha que pode comigo malditoooooo!!!!!"Olhei bem para seus olhos e disse:"Eu te repreendo em nome de Jesus! Sai dela!"Ela olhou ao redor e começou a gargalhar e urrar. E espumando voltou-se para mim e falou:"Quem você pensa que é! Acredita ter moral para me repreender?Você é um maldito adúltero, um alcoólatra, um miserável traidoooooooooorrrrrrrr!!!!!!!!!! Pastorzinho de booooooosta!!!"Todos voltaram seus olhos para mim, assustados, perplexos."Ele é um desviado!!! Bíblia falso!!! Traidorrrrrrrrrr!!!"Gritava olhando para a multidão.Naquela hora eu engoli a última gota de amor próprio que me restava e andei na direção dela."Você é um desviado! Não pode me repreender! Miserável! Há, há, há..."Eu fitei seus olhos, estiquei minha mão em sua direção e falei:" Eu estou desviado, é verdade! Mas o meu Deus não está! O Senhor te repreenda! Sai dela agoraaaaaaaaaa!!!!!!"A mulher caiu no chão, e eu vi um sombra correr por entre a multidão. Alguns minutos depois ela recobrou a consciência, eu estava assistindo tudo de longe agora. Não queria ninguém atrás de mim, pedindo explicações.Andei em direção a saída principal do shopping, quando cheguei na porta olhei para a esquerda e vi uma lata de lixo. Enfiei a mão no bolso de trás da minha calça e apanhei o maço de Gudam, já amaçado. Joguei ele no lixo dei de ombros e fui embora.Olhei para o céu e novamente uma lágrima caiu dos meus olhos. Ainda fitando o céu disse baixinho:" Obrigado por se lembrar de mim..."Desde então percebi que havia voltado a ativa. E estava disposto a tudo para reconquistar o que me tomaram. Disposto a tudo...

sábado, 11 de agosto de 2007

Do Inferno ao Paraíso

Olhando ao redor o que vejo? Lodo, um charco, mal cheiroso, nojento, pegajoso...
Que maldição! Quando isso vai acabar? Eu não aguento mais! Quantos erros e mentiras, homicídios distorções, minha mente está entorpecida e...ah! Eu não consigo enxergar!!!!!
Por quê eu fiz isso?! Se eu tivesse tentado mais, ou então resistido um pouco. Já era, pois a culpa já está sobre mim. Sim, estou sentindo minha mente pesada como o mundo, meus erros me perseguem como demônios, que sem trégua atormentam, ferem e matam.
Parecia tão bom, tão gostoso. É sempre assim, a desgraça é linda, enquanto ela não está sobre você.
Minh'a'lma ouviu um ruído. O que será?
É claro!O inferno ruge, um rugído de mais de um milhão de almas! Eu sei que ele me quer, e tem pressa de mim.
Eu senti o maldito querendo me destruir.
Que irônia! Destruído por aquilo que me atraiu, seduziu e roubou a minha paz!
Enfim, quando eu entrei em desespero, quase me rendendo eu lembrei de tudo aquilo que aprendi. Logo gritei, e com todas as minha forças, com toda a minha alma clamei por socorro! Sim, socorro! Socorre-me pois não sei mais para onde ir, já não me restam mais forças e agora tudo o que tenho é você. Perdão, eu não queria te magoar, pois vocÊ é a pessoa mais importante da minha vida. Eu te traí eu sei, mas estou arrependido, não se vá...não me deixe só...no escuro da marugada, o frio é sempre maior.
Ele estava do meu lado. E agora já não era o medo, mas a força.
Eu te amo! Senti vontade de dizer, mas a sua ternura me constrangeu de tal maneira que o meu coração chorou, e tudo que sabia balbuciar era:" me perdoe..."
Não houve mais palavras, apenas um conto a ser narrado como declaração de amor. E agora o que eu posso dizer se não, "Jesus, obrigado por existir e não se esquecer de mim".

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Nada como um dia após o outro

Há quem acredite em coincidência, acaso e destino. Outros porém acreditam, que são possuidores de seu próprio corpo como deuses que vivem suas excêlencias, enquanto os mortais disfrutam de suas pobres e miseráveis vidas.
Certa feita eu ouvi o seguinte comentário: " Eu não gosto de cebolas, mas não é por isso que eu vou sair por ai matando quem gosta!". Inteligente não?
Queres saber no que creio? Olhe para minha vida; Quer saber se eu minto? Olhe nos meus olhos?; Deseja me conhecer leia o que eu escrevo?
Enfim, depois de mais um enfadonho dia na fábrica adestradora de mentes ( a escola), resolvi sentar me na frente do meu pc e acessar meu blog, há muito largado as moscas, por falta de tempo, assunto e internet. Logo que me deparei com a página de login qual foi a minha surpresa? Esqueci a minha senha e o meu"nick". Seria desleixo, descaso, descuido ou algum adjetivo começado por "D", bom isso não vinha ao caso. Na verdade eu queria escrever, sobre qualquer assunto, acerca de algo que me fizesse rir ou até chorar.
Resolvi então criar um novo blog, nada de" Recanto do Muringão", algo mais adulto(se possível) e com maior seriedade.
Daí, criei esse aqui. Porém, enquanto relatava essa emocionate(noooooosa)odisséia pessoal, e repensava o título do texto, me perguntei? O que leva uma pessoa a criar e "gerenciar" um blog? Será o fato de gostarmos de relatar as nossas esperiências cotidianas, aptidões literárias e criatividade? Ou seria o fato de poder extravassar um estinto de voyeurismo, fuxicando meio que "sem querer" a vida dos outros; a idéia de deixar as próprias crônicas e memórias, em aberto para quem quiser ver e depois ler um comêntário(post) que nada mais é do que uma crítica na maioria das vezes positiva(por que não?), é tentadora e faz uma baita massagem no ego.
Talvez seja isso! Mas, o que importa?

Devaneio digital. Me pareceu um bom nome, principalmente pelo fato de parecer que eu entro em transe toda as vezes que eu escrevo...
Bom é isso, como dizem os AA(eu acho): "Vivendo um dia de cada vez".

"Até aqui nos ajudou o Senhor"